Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Avaliação Final do semestre

Mídia e Poder
Prof. Dr. Dimas A. Kunsch
Pós-graduação Latu Sensu Cásper Líbero

Baseada em análises e discussões – muitas, muitas discussões – a matéria tratou de assuntos atuais e teorias modernas e recentes, como Espiral do Silêncio e Agenda Setting, de forma que estes conceitos foram inevitavelmente observados em meu cotidiano.

Em meio a dois seminários apresentados por cada grupo, desenvolvemos os blogs individuais, de forma a deixar transparecer para todos colegas e envolvidos na disciplina os nossos pontos de vista sobre a relação entre o poderio e os meios de comunicação.

O símbolo da manipulação e abuso de poder recorrente para a maoria dos alunos era a Rede Globo. Foram utilizados muitas notícias, muitas comparações, muitos exemplo a partir do que é, ou o que foi, mostrado pelos veículos que compõem o conglomerado criado por Roberto Marinho, desde notícias veiculadas por seus jornais até sua programação de TV e entretenimento.

O grupo do qual participei apresentou trabalhos sobre os seguintes assuntos:

Como a mídia divulgou a renúncia de Fidel Castro – análise de capa e conteúdo das revistas Veja e Carta Capital sobre o tema, com destaque às imagens, palavras, expressões, espaço e opiniões de pessoas ligadas à política e ao socialismo.

Livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley – apresentação dos personagens, idéias centrais do autor, comparações com aspectos atuais de política e sociedade, além, é claro da manipulação do ser (o que pensar, como agir) feita por quem detém o poder (na ficção, somente o governo).

Houve ainda seminários sobre os livros 1984, de George Orwell, A Mídia nas Eleições de 2006, de Venício A. De Lima e A Galáxia da Internet, de Manuel Castells.




Nas aulas regulares, foram abordados os seguintes temas:

Epistemologia
Eis o motivo de tantas discussões acerca de temas nem sempre polêmicos.
A epistemiologia nos “ensina” a aceitar diversos pontos de vista para um mesmo assunto, pois as experiências e vivências são individuais e únicas, assim como os pontos de vista, logo todos devem ser considerados para um debate rico e uma aprendizagem mais ampla, em todos os sentidos.

Conglomerados midiáticos
Não é novidade que poucas corporações dominam o cenário midiático, sendo responsáveis por toda divulgação das notícias a que temos acesso atualmente. Até o momento, a distribuição deste controle se dá da seguinte maneira:

No mundo
- Time Warner
- Disney
- Vivendi - Universal
- Viacom
- Bertelsmann
- Sony
- News Corporation

No Brasil
- Organizações Globo
- Grupo RBS
- Grupo Estado
- Grupo Folha da Manhã

Convergência digital
Novas e velhas mídias.
A discussão também é antiga, sempre que surge uma mídia nova, a questão vem à tona – será o fim da mídia anterior?

Modernidade Líquida
De acordo com a Enciclopédia Britânica, “fluidez” é a qualidade de líquidos e gases, por tanto, essa propriedade é responsável pelas constantes mudanças de formas quando submetidos a uma força. Pela propriedade de não fixação no espaço e por não se prenderem ao tempo, foi que Zigmunt Bauman utilizou em seu livro Modernidade Líquida a metáfora da “fluidez” ou “liquidez” para a presente era moderna.

Príncipe Eletrônico
Octavio Ianni, em O Príncipe Eletrônico, caracteriza a importância da mídia, principalmente da eletrônica, no contexto da atual sociedade globalizada, considerando-a substituta do "príncipe" de Maquiavel e do "moderno príncipe", de Gramsci.

Cultura McWorld
Os egoísmos próprios de uma sociedade de consumo cada vez mais desumanizada foram sintetizados no conceito de pela Cultura McWorld, cunhado por Benjamin Barber.
Nesta aula foi apresentado o vídeo do comercial da Visa, que mostra o consumo em série e em massa em uma lanchonete fast food, uma alusão ao consumismo desenfreado de hoje em dia – e sua tendência a piorar.



Agenda setting
Trata-se da capacidade da imprensa de influenciar a posição dos temas no ranking de prioridades de divulgação. Os assuntos que caem no gosto popular e são discutidos por todos foram antes de tudo “escolhidos” para serem divulgados, pois seu impacto na sociedad seria certeiro e imediato.

Espiral do Silêncio
É uma hipótese, ainda bastante contestada (mas também bastante aceita), que diz respeito à manifestação das opiniões por indivíduos que têm posições contrárias às da maioria. Estas pessoas tendem a se manter em silêncio, por absoluto medo do julgamento alheio.

Para finalizar, Charles Chaplin
Outro mestre que foi abordado em nossas aulas : Charles Chaplin. Em nossa última aula assistimos aos filmes Tempos Modernos e O Grande Ditador.

O primeiro trata sobre aquilo que possibilitou o êxito do capitalismo, a produção em série. Observamos o tratamento inumano que é dado aos trabalhadores no filme e a constante busca por inovações na cena em que o operário é usado como cobaia de teste de um aparelho que o alimente durante o trabalho, eliminando o horário de almoço e assim aumentando o tempo de produção. É uma crítica feita com o humor típico do cineasta, mas ainda assim uma crítica.







Chaplin fez o filme O Grande Ditador em 1940, ou seja, antes dos horrores do Nazismo e do Holocausto começarem a ser de conhecimento de todo o mundo. A cena que foi mostrada em sala de aula foi a do discurso final, em que Carlitos, caracterizado como Hitler, fala a uma multidão aquilo que o verdadeiro ditador jamais faria: que não tem interesse no poder e o que reamente importa é a felicidade de todos – brancos, negros, judeus, etc.







Opinião
Para mim não foi exatamente uma surpresa o conteúdo e o desenrolar desta aula, visto que além do tema ser interessantíssimo, a didática e o carisma do professor Dimas já eram conhecidos meus.

Apesar de ter estado ausente em algumas aulas no mês de maio, devido ao trabalho (trabalho em uma revista de noivas...), continuei acompanhando a tudo através dos colegas, das loooongas discussões com os membros do grupo a cada encontro para discutir o formato das apresentações e, principalmente, colocando em prática os assuntos debatidos e aprendidos, seja observando as atitudes alheias, seja provocando certas discussões para saber como pensam algumas pessoas que me cercam.

Eu não me importaria se houvesse uma continuação ou uma forma de aprofundar os conhecimentos adquiridos através de outra(s) matéria(s), ou cursos, ou algo que o valha junto ao professor e, de preferência, com a mesma turma, que enriquecia a cada sexta-feira a qualidade do que era apresentado.

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Sou argentino e não desisto nunca!

Brasileiros consideram os argentinos como a encarnação da arrogância e da mania de grandeza, rivais no futebol, invasores de nossas praias. Podem até ser tudo isso, mas uma coisa é inegável: a cada nova intervenção política com que a população nao concorde, lá estão eles fazendo panelaços e protestos, gritando por seus direitos e lutando contra as desigualdades.

Mesmo com o frio da noite, a galera foi lá dar a cara pra bater panela e buzinar contra a política fiscal da presidente Cristina Kirschner.

Classes alta e média eram maioria, mas também havia representantes da classe baixa entre os manifestantes.

Famílias inteiras mas principais ruas das principais cidades do país se manifestaram contra inflação, escassez de combustíveis e a paralisação no setor rural.


Aí eu pergunto: cadê aquele tanto de gente que ia, plena 4ªf à tarde, azucrinar o casal Nardoni na frente da delegacia na Z/N de São Paulo? E aqueles que pegavam 3 ônibus pra dar uma passadinha em frente ao edifício London? E os milhares (milhões?) q ligaram para votar nas eliminações do Big Brother?

É um absurdo a falta de noção do brasileiro, q quando tem q se manifestar, faz cara de paisagem. A tal CSS foi aprovada pela Câmara dos Deputados semana passada, bem na hora do jogo do Corinthians, e fica tudo por isso mesmo.

Aí não tem campanha que resista: o correto deveria ser SOU BRASILEIRO E JÁ DESISTI.

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Sky reclama do q diz a revista Veja


A briga da Sky com a MTV Brasil, da Abril, rendeu hoje um comunicado da operadora de TV por assinatura nas 1ªs páginas da Folha e do Estadão. Na Folha, ocupa 1/4 da capa. A Sky usa o espaço para "esclarecer pontos" sobre a retirada do sinal da MTV de sua lista de canais. Diz que esses "pontos relevantes" teriam sido passados previamente à revista Veja, também da Abril, que publicou matéria sobre o assunto, mas nao teria incluido as informações. Segundo o comunicado da Sky, a Veja chama a retirada do sinal da MTV de açao "truculenta". A Sky, por sua vez, alega que tentou sem sucesso renegociar a distribuiçao do canal e foram as proprias açoes da MTV que "causaram a atual situaçao".

Nota da capa do estadão:



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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Nova música de Carla Bruni irrita Colômbia

Leticia Constant
Jornalista da RFI

«Esta não é a primeira vez que a Colômbia reclama de uma música francesa. O país também protestou quando o cantor Renaud fez uma música sobre a refém franco-colombiana, Ingrid Betancourt, condenando a indiferença do presidente Alvaro Uribe e os guerrilheiros das Farc que a sequestraram.»


O primeiro CD de Carla Bruni depois que se casou com presidente Nicolas Sarkozy provoca um pequeno incidente diplomático entre a França e a Colômbia, antes mesmo de chegar às lojas. Comme si rien n'était (Como se não fosse nada), será lançado no dia 21 de julho. Mas o jornal francês Le Figaro publicou com exclusividade, no início desta semana, a letra da música «Você é minha droga». Na música, a primeira-dama francesa canta: «você é minha droga, mais mortal que a heroína afegã, mais perigosa que a branca colombiana…». O governo colombiano não gostou da referência ao país, primeiro produtor mundial de cocaína,e o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araujo, reagiu imediatamente, com uma declaração oficial na noite de quinta-feira. No documento, ele afirma que as palavras cantadas pela mulher do presidente francês ferem o amor próprio da Colômbia. «Esse tipo de coisa acontece quando se mistura política com arte, o que lamentamos profundamente», concluiu Fernando Araujo.

Até o momento, o governo francês não respondeu à queixa da Colômbia. Já o Afeganistão, não ficou incomodado com a frase «mais mortal que a heroína afegã». O presidente Hamid Karzai, que estava ontem em Paris participando da conferência dos doadores para a reconstrução do Afeganistão, apareceu sorridente ao lado de Sarkozy. O novo CD de Carla Bruni é o terceiro de sua carreira. O título, Comme si rien n’était é uma homenagem ao irmão da primeira-dama francesa, Virginio Bruni Tedeschi, morto em 2006. O disco, composto por 14 músicas sendo 10 de autoria de Carla Bruni Sarkozy, deve ter a capa ilustrada com uma fotografia de Virginio. Todos os direitos autorais obtidos com a venda do CD serão repassados à ONG’s humanitárias a pedido da artista e primeira-dama, informou a gravadora Naïve.

Fonte RFI

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

A rebelião das elites

Estou fazendo um paper para a aula de Mídia & Opinião Pública, da professora Heloiza Mattos, e destaco abaixo um trecho de "A esquecida arte da argumentação", q achei interessantíssimo, tirado do texto "A Rebelião das Elites", de Christopher Lasch.

No início do século dezenove, a imprensa era intensamente partidária. Até meados do século, os jornais eram quase sempre financiados por partidos políticos.
Mesmo quando se tornaram independentes dos partidos, eles não abraçaram a idéia de objetividade ou neutralidade. Em 1841, Horace Greeley lançou o seu New York Tribune anunciando que seria um “jornal afastado do partidarismo servil por um lado e da neutralidade amordaçada e afetada por outro”. Editores de mente resoluta como Greeley James Gordon Bennett, E.L.Godkin e Samuel Bowles opunham-se à maneira como as exigências de fidelidade partidária violentavam a independência editorial, fazendo do editor um mero porta-voz de um partido ou facção, mas eles não tentaram esconder seus próprios pontos de vista ou impor uma rígida separação entre o que era noticia e o que era conteúdo editorial. Seus jornais eram jornais de opinião , nos quais o eleitor esperava encontrar um ponto de vista definido, junto com a crítica exaustiva de opiniões divergentes.


A falta de objetividade jornalística, que muitas vezes não separa fantasia da realidade, gerou o “colapso dos meios públicos de divulgação de conhecimento” e agrediu a democracia, uma vez que a manipulação fica explicita quando assuntos de suma importância são passados pela metade, omitindo informações relevantes ou até mesmo mentindo sobre fatos reais.

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Fim da hegemonia da Globo

Uma nota de hoje na Ilustrada, da Folha de São Paulo, afirma que a estréia da nova novela das 20h da Globo marca o fim da hegemonia das novelas emissora, foi-se o tempo em que elas eram líderes absolutas de audiência e assunto obrigatório em todas as rodas de conversa no dia seguinte.

Bom pra mim! Se esse fim realmente se concretizar e as outras emissoras tiverem cacife para bancar os belos artistas q tem pipocado por aí, ou ainda se entrarem no mesmo esquema de celebridades instantâneas, meu trabalho vai ficar muito + fácil.

É só esperar para ver...

Capas + recentes da revista onde trabalho:






Terça-feira, 3 de Junho de 2008

"O contrato entre a SKY e o canal MTV Brasil para distribuição venceu em 31 de dezembro de 2007 e, desta data em diante, estamos em constante negociação. Entretanto, não chegamos a um acordo comercial compatível.

Consideramos que a proposta oferecida pelo canal é inadequada e com condições comerciais que trariam impacto nos preços praticados junto aos nossos clientes. Desta forma, o canal MTV Brasil será substituído pelo MTV Hits. A SKY mantém-se aberta a novas propostas de negociação do canal."


Aparentemente sem saber, a MTV foi cortada da programação da Sky. O contrato, q venceu em 31/12 passado, não havia sido renovado até o momento e a emissora musical afirma q isso é uma forma de pressioná-los para a renovação, q esta(va) em negociação.

Pressão? Arbitrariedade? Sacanagem?

E o espectador?

E quem fechou o contrato com um nº x de canais?