Prof. Dr. Dimas A. Kunsch
Pós-graduação Latu Sensu Cásper Líbero
Baseada em análises e discussões – muitas, muitas discussões – a matéria tratou de assuntos atuais e teorias modernas e recentes, como Espiral do Silêncio e Agenda Setting, de forma que estes conceitos foram inevitavelmente observados em meu cotidiano.
Em meio a dois seminários apresentados por cada grupo, desenvolvemos os blogs individuais, de forma a deixar transparecer para todos colegas e envolvidos na disciplina os nossos pontos de vista sobre a relação entre o poderio e os meios de comunicação.
O símbolo da manipulação e abuso de poder recorrente para a maoria dos alunos era a Rede Globo. Foram utilizados muitas notícias, muitas comparações, muitos exemplo a partir do que é, ou o que foi, mostrado pelos veículos que compõem o conglomerado criado por Roberto Marinho, desde notícias veiculadas por seus jornais até sua programação de TV e entretenimento.O grupo do qual participei apresentou trabalhos sobre os seguintes assuntos:
Como a mídia divulgou a renúncia de Fidel Castro – análise de capa e conteúdo das revistas Veja e Carta Capital sobre o tema, com destaque às imagens, palavras, expressões, espaço e opiniões de pessoas ligadas à política e ao socialismo.
Livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley – apresentação dos personagens, idéias centrais do autor, comparações com aspectos atuais de política e sociedade, além, é claro da manipulação do ser (o que pensar, como agir) feita por quem detém o poder (na ficção, somente o governo).Houve ainda seminários sobre os livros 1984, de George Orwell, A Mídia nas Eleições de 2006, de Venício A. De Lima e A Galáxia da Internet, de Manuel Castells.
Nas aulas regulares, foram abordados os seguintes temas:
Epistemologia
Eis o motivo de tantas discussões acerca de temas nem sempre polêmicos.
A epistemiologia nos “ensina” a aceitar diversos pontos de vista para um mesmo assunto, pois as experiências e vivências são individuais e únicas, assim como os pontos de vista, logo todos devem ser considerados para um debate rico e uma aprendizagem mais ampla, em todos os sentidos.
Conglomerados midiáticos
Não é novidade que poucas corporações dominam o cenário midiático, sendo responsáveis por toda divulgação das notícias a que temos acesso atualmente. Até o momento, a distribuição deste controle se dá da seguinte maneira:
No mundo
- Time Warner
- Disney
- Vivendi - Universal
- Viacom
- Bertelsmann
- Sony
- News Corporation
No Brasil
- Organizações Globo
- Grupo RBS
- Grupo Estado
- Grupo Folha da Manhã
Convergência digital
Novas e velhas mídias.
A discussão também é antiga, sempre que surge uma mídia nova, a questão vem à tona – será o fim da mídia anterior?
Modernidade Líquida
De acordo com a Enciclopédia Britânica, “fluidez” é a qualidade de líquidos e gases, por tanto, essa propriedade é responsável pelas constantes mudanças de formas quando submetidos a uma força. Pela propriedade de não fixação no espaço e por não se prenderem ao tempo, foi que Zigmunt Bauman utilizou em seu livro Modernidade Líquida a metáfora da “fluidez” ou “liquidez” para a presente era moderna.
Príncipe Eletrônico
Octavio Ianni, em O Príncipe Eletrônico, caracteriza a importância da mídia, principalmente da eletrônica, no contexto da atual sociedade globalizada, considerando-a substituta do "príncipe" de Maquiavel e do "moderno príncipe", de Gramsci.
Cultura McWorld
Os egoísmos próprios de uma sociedade de consumo cada vez mais desumanizada foram sintetizados no conceito de pela Cultura McWorld, cunhado por Benjamin Barber.
Nesta aula foi apresentado o vídeo do comercial da Visa, que mostra o consumo em série e em massa em uma lanchonete fast food, uma alusão ao consumismo desenfreado de hoje em dia – e sua tendência a piorar.
Agenda setting
Trata-se da capacidade da imprensa de influenciar a posição dos temas no ranking de prioridades de divulgação. Os assuntos que caem no gosto popular e são discutidos por todos foram antes de tudo “escolhidos” para serem divulgados, pois seu impacto na sociedad seria certeiro e imediato.
Espiral do Silêncio
É uma hipótese, ainda bastante contestada (mas também bastante aceita), que diz respeito à manifestação das opiniões por indivíduos que têm posições contrárias às da maioria. Estas pessoas tendem a se manter em silêncio, por absoluto medo do julgamento alheio.
Para finalizar, Charles Chaplin
Outro mestre que foi abordado em nossas aulas : Charles Chaplin. Em nossa última aula assistimos aos filmes Tempos Modernos e O Grande Ditador.
O primeiro trata sobre aquilo que possibilitou o êxito do capitalismo, a produção em série. Observamos o tratamento inumano que é dado aos trabalhadores no filme e a constante busca por inovações na cena em que o operário é usado como cobaia de teste de um aparelho que o alimente durante o trabalho, eliminando o horário de almoço e assim aumentando o tempo de produção. É uma crítica feita com o humor típico do cineasta, mas ainda assim uma crítica.
Chaplin fez o filme O Grande Ditador em 1940, ou seja, antes dos horrores do Nazismo e do Holocausto começarem a ser de conhecimento de todo o mundo. A cena que foi mostrada em sala de aula foi a do discurso final, em que Carlitos, caracterizado como Hitler, fala a uma multidão aquilo que o verdadeiro ditador jamais faria: que não tem interesse no poder e o que reamente importa é a felicidade de todos – brancos, negros, judeus, etc.Opinião
Para mim não foi exatamente uma surpresa o conteúdo e o desenrolar desta aula, visto que além do tema ser interessantíssimo, a didática e o carisma do professor Dimas já eram conhecidos meus.
Apesar de ter estado ausente em algumas aulas no mês de maio, devido ao trabalho (trabalho em uma revista de noivas...), continuei acompanhando a tudo através dos colegas, das loooongas discussões com os membros do grupo a cada encontro para discutir o formato das apresentações e, principalmente, colocando em prática os assuntos debatidos e aprendidos, seja observando as atitudes alheias, seja provocando certas discussões para saber como pensam algumas pessoas que me cercam.
Eu não me importaria se houvesse uma continuação ou uma forma de aprofundar os conhecimentos adquiridos através de outra(s) matéria(s), ou cursos, ou algo que o valha junto ao professor e, de preferência, com a mesma turma, que enriquecia a cada sexta-feira a qualidade do que era apresentado.



